Seis textos para reflexão.

1. A ÁRVORE DOS PROBLEMAS

Esta é uma história de um homem que contratou um carpinteiro para ajudar a arrumar algumas coisas na sua fazenda.
O primeiro dia do carpinteiro foi bem difícil.
O pneu do seu carro furou, a serra elétrica quebrou, cortou o dedo, e ao final do dia o seu carro não funcionou.
O homem que contratou o carpinteiro ofereceu uma carona para casa.
Durante o caminho, o carpinteiro não falou nada.
Quando chegaram à sua casa, o carpinteiro convidou o homem para entrar e conhecer a sua família.
Quando os dois homens estavam caminhando para a porta da frente, o carpinteiro parou junto a uma pequena árvore e gentilmente tocou as pontas dos galhos com as duas mãos.
Depois de abrir a porta da sua casa, o carpinteiro transformou­-se.
Os traços tensos do seu rosto transformaram-­se em um grande sorriso, e ele abraçou os seus filhos e beijou a sua esposa.
Um pouco mais tarde, o carpinteiro acompanhou a sua visita até o carro.
Assim que eles passaram pela árvore, o homem perguntou:
– Por que você tocou na planta antes de entrar em casa?
O carpinteiro respondeu:
– Ah! Esta é a minha Árvore dos Problemas. Eu sei que não posso evitar ter problemas no meu trabalho, mas estes problemas não devem chegar até os meus filhos e minha esposa. Então, toda noite, eu deixo os meus problemas nesta árvore quando chego em casa, e os pego no dia seguinte; e você quer saber de uma coisa? Toda manhã, quando eu volto para buscar os meus problemas, eles não são nem metade do que eu me lembro de ter deixado na noite anterior.
E aí!
Você entendeu a moral da história? Deixe para nós a sua opinião sobre este texto nos comentários abaixo.
Autor desconhecido

2. A CARROÇA

Certa manhã, meu pai, muito sábio, convidou­me para dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer.
Após algum tempo, ele se deteve numa clareira e, depois de um pequeno silêncio, me perguntou:
– Além do canto dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?
Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:
– Estou ouvindo um barulho de carroça.
– Isso mesmo – disse meu pai – e é uma carroça vazia!
Perguntei a ele:
– Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?
– Ora – respondeu meu pai – é muito fácil saber que uma carroça está vazia por causa do barulho.
Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz.
Tornei­-me adulto e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, gritando (no sentido de intimidar), tratando o próximo com grosseria inoportuna, prepotente, interrompendo a conversa de todo mundo e querendo demonstrar ser o dono da razão e da verdade absoluta, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo:
– Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz!
Autor desconhecido

3. A ROSA E O SAPO

Era uma vez uma rosa muito bonita, a mais linda do jardim. Mas começou a perceber que as pessoas somente a observavam de longe. Acabou se dando conta de que, ao seu lado, sempre havia um sapo e por essa razão ninguém se aproximava.
Irritada com a descoberta, ordenou ao sapo que fosse embora.
O sapo, humildemente, disse:
– Está bem, se é o que deseja.
Algum tempo depois o sapo passou por onde estava a rosa, e se surpreendeu ao vê­la acabada, sem folhas nem pétalas.
Penalizado, disse:
– Que coisa horrível, o que aconteceu com você?
A rosa respondeu:
– As formigas começaram a me atacar dia após dia, e agora nunca voltarei a ser bela como era antes.
O sapo respondeu:
– Quando eu estava por aqui, comia todas as formigas que se aproximavam de ti. Por isso é que eras a rosa mais bonita do jardim.
Muitas pessoas desvalorizam os outros por acharem que são superiores, mais bonitas ou mais ricas.
Deus não fez ninguém para “sobrar” neste mundo. Ninguém deve desvalorizar ninguém. Na escola da vida, todos têm algo a aprender ou a ensinar.
Autor desconhecido


4. A FOLHA AMASSADA

Quando criança, por causa de meu caráter impulsivo, reagia à menor provocação.
Na maioria das vezes, depois de um desses incidentes, sentia­-me envergonhado e me esforçava por consolar a quem tinha magoado.
Um dia, meu professor me viu pedindo desculpas, depois de uma explosão de raiva, e entregou­-me uma folha de papel lisa e me disse:
– Amasse-­a!
Com medo, obedeci e fiz com ela uma bolinha.
– Agora, deixe­-a como estava antes. Voltou a dizer-­me.
Óbvio que não pude deixá-­la como antes. Por mais que tentasse, o papel continuava cheio de pregas.
O professor me disse, então:
– O coração das pessoas é como esse papel. A impressão que neles deixamos será tão difícil de apagar como esses amassados.
Assim, aprendi a ser mais compreensivo e mais paciente. Quando sinto vontade de estourar, lembro-­me daquele papel amassado.
Autor desconhecido


5. A TORRADA QUEIMADA

Quando eu ainda era um menino, minha mãe gostava de fazer um lanche, tipo café da manhã, na hora do jantar. E eu me lembro especialmente de uma noite, quando ela fez um lanche desses, depois de um dia de trabalho muito duro.
Naquela noite distante, minha mãe colocou um copo com leite e um prato com torradas bastante queimadas, para o meu pai. Eu me lembro de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato. Tudo o que meu pai fez foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe, e me perguntar como tinha sido o meu dia na escola.
Eu não me lembro do que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele lambuzando a torrada com manteiga e geléia e engolindo cada pedaço.
Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando por ter queimado a torrada. E eu nunca esquecerei o que ele disse:
– Amor, eu adoro torrada queimada.
Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai, eu lhe perguntei se ele realmente gostava de torrada queimada. Ele me envolveu em seus braços e me disse:
– Filho, sua mãe teve um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada. Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém. A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas. E eu também não sou o melhor cozinheiro do mundo.
O que tenho aprendido através dos anos é que saber aceitar as falhas alheias, relevando as diferenças entre uns e outros, é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros.
E essa lição serve para qualquer tipo de relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos, irmãos e amigos.”
Autor desconhecido


6. A MALA DE VIAGEM

Conta­se uma fábula sobre um homem que caminhava vacilante pela estrada, levando uma pedra numa mão e um tijolo na outra. Nas costas carregava um saco de terra; em volta do peito trazia vinhas penduradas. Sobre a cabeça equilibrava uma abóbora pesada.
Pelo caminho encontrou um transeunte que lhe perguntou:
– Cansado viajante, por que carrega essa pedra tão grande?
– É estranho, respondeu o viajante, mas eu nunca tinha realmente notado que a carregava.
Então, ele jogou a pedra fora e se sentiu muito melhor.
Em seguida veio outro transeunte que lhe perguntou:
– Diga­me, cansado viajante, por que carrega essa abóbora tão pesada?
– Estou contente que me tenha feito essa pergunta, disse o viajante, porque eu não tinha percebido o que estava fazendo comigo mesmo.
Então ele jogou a abóbora fora e continuou seu caminho com passos muito mais leves. Um por um, os transeuntes foram avisando-­o a respeito de suas cargas desnecessárias. E ele foi abandonando uma a uma.
Por fim, tornou-­se um homem livre e caminhou como tal.
Qual era na verdade o problema dele?
A pedra e a abóbora?
Não!
Era a falta de consciência da existência delas. Uma vez que as viu como cargas desnecessárias, livrou­-se delas bem depressa e já não se sentia mais tão cansado. Esse é o problema de muitas pessoas. Elas estão carregando cargas sem perceber. Não é de se estranhar que estejam tão cansadas!
O que são algumas dessas cargas que pesam na mente de um homem e que roubam as suas energias?
– Pensamentos negativos.
– Culpar e acusar outras pessoas.
– Permitir que impressões tenebrosas descansem na mente.
– Carregar uma falsa carga de culpa por coisas que não poderiam ter evitado.
– Auto­piedade.
– Acreditar que não existe saída.
Todo mundo tem o seu tipo de carga especial, que rouba energia. Quanto mais cedo começarmos a descarregá-­la, mais cedo nos sentiremos melhor e caminharemos mais levemente.
Autor desconhecido

Projeto Político Pedagógico

Projeto Político Pedagógico

     Um projeto é um esforço temporário empreendido cujo objetivo é criar um novo produto, serviço ou processo. O Projeto Político Pedagógico (PPP) é um instrumento que reflete a proposta educacional da escola. É através dele que a comunidade escolar pode desenvolver um trabalho coletivo, cujas responsabilidades pessoais e coletivas são assumidas para execução dos objetivos estabelecidos.
    A qualificação profissional, salários dignos, jornada de trabalho que inclua tempo livre para os estudos e a atuação dos professores em atividades extraclasses, são condições indispensáveis para se ter pessoas responsáveis e competentes na construção da proposta da escola.
   O PPP deve possibilitar aos membros da escola, uma tomada de consciência dos problemas e das possíveis soluções, estabelecendo as responsabilidades de todos. A presença do debate democrático possibilita a produção de critérios coletivos no seu processo de elaboração, assimilando significados comuns aos diferentes agentes educacionais e colaborando com a identificação desses com o trabalho desenvolvido na escola.
     É baseado na construção de parcerias com a comunidade que mostramos o êxito de qualquer projeto educacional que tem como meta o desenvolvimento da cidadania e a construção da identidade da escola. O PPP define a intencionalidade e as estratégias da escola. Porém, só poderá ser percebido dessa maneira, se assumir uma estratégia de gestão democrática, ou seja, se for baseado na coletividade. Ele será eficaz na medida em que gera o compromisso dos atores da escola com a proposta educacional e com o destino da instituição.
    O Projeto Político Pedagógico é um mecanismo eficiente e capaz de proporcionar a escola condições de se planejar, buscar meios, e reunir pessoas e recursos para a efetivação desse projeto. Por isso é necessário a envolvimento das pessoas na sua construção e execução.
     É através dos princípios democráticos apontados pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) de 1996 que podemos encontrar o aporte legal da escola na elaboração da sua proposta pedagógica. De acordo com os artigos 12, 13 e 14 da LDB, a escola tem autonomia para elaborar e executar sua proposta pedagógica, porém, deve contar com a participação dos profissionais da educação e dos conselhos ou equivalentes na sua elaboração.
    Apesar das escolas se basearem em normas gerais da educação, as unidades escolares se diferenciam entre si, pois cada instituição tem suas necessidades e princípios específicos. Outro ponto que as diferem é a região em que cada escola se situa, bem como os desejos de cada membro envolvido na construção do projeto educativo.

HORA DE REFLETIR...

HORA DE REFLETIR...

MILHO PIPOCA

A transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação por que devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser.
O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro.
O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer. Pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa - voltar a ser criança!
Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre. Assim acontece com a gente.
As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa. Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo.
O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor.
Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre. Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos.
Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. Com isso, a possibilidade da grande transformação também.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela.
A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz.
Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM! - e ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado.
Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar. São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura. No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva. Não vão dar alegria para ninguém.
Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás que não servem pra nada. Seu destino é o lixo.
As pipocas que estouram são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida é uma grande brincadeira.
.
Extraído do livro: O amor que acende a lua, de Rubem Alves. 


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TEXTO

O diabo e o granjeiro

Um pobre lavrador precisava construir a casa de sua pequena granja, mas não conseguia realizar esse sonho, pois o que ganhava mal dava para alimentá-lo, junto com sua mulher. Por mais economia que fizesse, não conseguia juntar o necessário para começar a construção.
Um dia, estando a caminhar pelo seu pedaço de chão, mergulhado em tristes pensamentos, deu com um velho esquisito que lhe disse com voz desagradável:
— Pára de preocupar-te, homem. Eu posso resolver o teu problema antes do primeiro canto do galo, amanhã cedo.
— Como assim? — espantou-se o lavrador.
— Tu precisas construir a casa da granja, certo? Pois eu me encarrego de construir e entregar-te essa obra, antes do canto do galo, em troca de uma pequena promessa tua.
— Que promessa? Não tenho nada para te oferecer em troca de tal serviço.
— Não importa: o que quero que me prometas é um bem que tu tens, mas ainda não sabes. É topar ou largar.
O pobre granjeiro pensou com seus botões “o que é que eu tenho a perder?” e, sem hesitar mais, respondeu ao velho que aceitava o trato e fez a promessa.
— Só que quero ver a casa da granja construída, amanhã, antes do canto do galo — observou ele, ainda meio incrédulo.
E voltou correndo para casa, para comunicar à esposa o bom negócio que acabara de fechar.
A pobre mulher ficou horrorizada:
— Tu és um louco, marido! Acabas de prometer àquele velho, que só pode ser o próprio diabo, o nosso primeiro filho, que vai nascer daqui a alguns meses!
O homem, que não sabia da gravidez, pôs as mãos na cabeça, mas não havia mais nada a fazer: o pacto estava selado.
A mulher, porém, que não estava disposta a aceitá-lo, ficou pensando num jeito de frustrar o plano do diabo.
E naquela noite, sem conseguir dormir, ficou o tempo todo escutando apavorada o barulho que o demônio e seus auxiliares infernais faziam, ao construírem a tal obra, com espantosa rapidez.
A noite ia passando, aproximava-se a madrugada.
Mas, pouco antes de o céu clarear, quando faltavam só umas poucas telhas para a conclusão da obra, a atenta mulher do granjeiro pulou da cama e, rápida e ágil, correu até o galinheiro, onde o galo ainda não despertara.
Tomando fôlego, imitou o canto do galo, com tal perfeição que todos os galos da vizinhança, junto com o seu próprio, lhe responderam com um coro sonoro de cocoricós matinais, momentos antes do romper da aurora.
Como um trato com o diabo tem de ser estritamente observado, tanto pela vítima como por ele mesmo, a obra em final de construção teve de ser parada naquele mesmo instante, por quebra de contrato “antes do primeiro canto do galo”.
E o diabo, espumando de raiva por se ver assim ludibriado e espoliado, se mandou de volta para o inferno, junto com seus acólitos, para nunca mais voltar àquele lugar.
Mas a casa da granja permaneceu construída, para alegria do granjeiro, faltando apenas umas poucas telhas que jamais puderam ser colocadas.

BELINKY, Tatiana.
O diabo e o granjeiro. In: Revista Nova Escola,
São Paulo, n. 84, mar. 1995.

Dificuldades ortográficas e gramaticais da Língua Portuguesa

SUGESTÕES DE CONTEÚDOS E ATIVIDADES:
"Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham, nem fiam. E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles".

 Dificuldades ortográficas e gramaticais da Língua Portuguesa


1ª AULA DE LÍNGUA PORTUGUESA

ou a

Emprega-se:
a    
·        Ideia de tempo futuro
                     Ex.:  Daqui a pouco teremos uma grande decisão de futebol.

·        Ideia de distância
Ex.:  O teatro fica a 5 quilômetros da escola.

·        Na expressão a tempo quando significa em tempo
Ex.:  Ele chegou a tempo de tomar o ônibus.
·        Ideia de tempo passado (pode ser substituído por faz)
Ex.: Há duas semanas que não o vejo.


ATIVIDADES

Complete com há ou a:

1.      dias que não vou pescar.

2.      Ele mergulhou a três metros de profundidade.

3.      Daqui a alguns anos, os homens ainda se lembrarão do bate papo e das conversas informais que, muito tempo, vem sendo importantes formas de comunicação.

4.      Você se referiu, há dias, as diferenças entre a linguagem escrita e a falada, dizendo que, só a alguns anos, começaram a ser, realmente estudadas de modo científico.

5.      Acredita-se que, de hoje a alguns anos, os homens terão uma comunicação mais pessoal como muito deixaram de ter.

6.      séculos a preocupação do homem tem sido superar os limites do tempo e do espaço: daqui a algum tempo, tenho certeza, o homem voltará a sentir a necessidade de uma comunicação mais pessoal.

7.      uma semana que não leio jornais, daqui a pouco tentarei ler alguns números atrasados.

8.      A cidade fica a dez quilômetros daqui, parando tanto, não chegaremos a tempo de ver o espetáculo que começará daqui a 40 minutos.

9.      O acidente ocorreu a poucos metros daqui, uns dez minutos.     Daqui a pouco chegará a polícia.

10.  tempo não trabalho tanto quanto agora.


2ª AULA DE LÍNGUA PORTUGUESA

AONDE ou ONDE?

Aonde é empregado com verbos de movimento:  ir, chegar, levar.
Onde é empregado com verbos que não indiquem movimento.

Ex.:   Aonde você foi?
         Onde você se hospedou?

ATIVIDADES

1-  Onde estão as crianças?
2-  Aonde você foi tão tarde?
3-  Aonde levaremos o casal?
4-  Onde fica a rua Direita?
5-  Elas gostam do apartamento onde moram.
6-  Aonde foste com tanta pressa?
7-  Ainda não sei onde ficaremos hospedados.
8-  Aonde levaremos este material?

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VIAGEM ou VIAJEM

Viagem é substantivo.   Viajem é o verbo no presente do subjuntivo.

Ex.:   Espero que você faça uma boa viagem.
         Viajem bastante enquanto vocês podem!

ATIVIDADES

I – Complete com viagem ou viajem:

1-  Minha última viagem de ônibus foi maravilhosa.
2-  Desejo que vocês viajem confortavelmente.
3-  Tivemos alguns problemas durante a viagem.
4-  Não creio que eles ainda viajem.
5-  Filha, como foi a viagem?
6-  Espero que vocês viajem em paz.
7-  Minha última viagem foi tumultuada.
8-  Acredito que eles viajem bem cedo.

II – Construa frases empregando viagem ou viajem

Eu tenho feito muitas viagens de negócios.
Ele se despediu rápido, mas desejou que vocês viajem tranquilamente.


3ª AULA DE LÍNGUA PORTUGUESA

ESTE, ESSE ou AQUELE

Os pronomes este(a), estes(as), isto referem-se a seres próximos ao falante (emissor, aquele que fala).
Ex.:  Este livro aqui, na minha opinião, é ótimo.

Os pronomes esse(a), esses(as), isso referem-se a seres próximos ao ouvinte (longe do emissor ou falante).
Ex.:  Onde compraste sua gravata, Pedro?

Os pronomes aquele(a), aqueles(as), aquilo referem-se a seres distantes do falante e do ouvinte.
Ex.: Você conhece aquele homem lá?


ATIVIDADES

I – Empregue este, esse, aquele, flexionado ou não:

1-    Veja aquela casinha lá no alto do morro.

2-    Este meu cachorrinho de estimação é uma graça, disse Carlinhos.

3-    Onde compraste esse brinquedo, Rodrigo.

4-    Amigo, aquele senhor de pé, lá na frente, é meu tio.

5-    Filha, aonde vais com esse pacote?

6-    Esta revista aqui, na minha opinião, está muito boa.

7-    Você conhece aquela criança lá?

8-    Essa revista que você está lendo é interessante?

9-    Sim, esta revista é ótima.

10-          É aquela que você leu ontem?

11-          Veja aquele carro lá! Parece um modelo importado.


4ª AULA DE LÍNGUA PORTUGUESA

MAL = antônimo de bem
MAU   = antônimo de bom

Ex.:  A menina dançou mal.
         Estou num mau dia.

Observação:
Mau é sempre adjetivo.  Modifica o substantivo.
         Ex.: Menino mau
                 Menina má

Mal pode ser advérbio (modo), substantivo ou conjunção (subordinativa adverbial temporal).

         Ex.: João fala mal. (advérbio)
                A preguiça é um mal. (substantivo)
       Mal chegamos em casa, começou a chover. (conjunção)

ATIVIDADES

I -      Complete com mau ou mal.

1-  Ele tem fama de ser um mau caráter.
2-  O paciente chegou muito mal ao pronto socorro.
3-  Infelizmente tivemos um mau começo.
4-  Minha filha foi mal nas provas.
5-  Não pense mal das pessoas.
6-  Ele tem sido um mau aluno.

II -     Complete com mau, maus, má, más, mal ou males, usando:
         (1) adjetivo      (2) advérbio      (3) substantivo      (4) conjunção

1-  Fiz um mau (1) negócio.
2-  O filme começou mal (4) chegamos no cinema.
3-  Muitos professores leem pouco e escrevem mal (2).
4-  Você teve uma (1) ideia quando me propôs deixar a cidade.
5-  A ignorância é o pior dos males (3).
6-  Deixe de ser (1), menina.
7-  João é de índole (2).
8-  Mal (4) entrei na sala, todos cobraram a promessa.


5ª AULA DE LÍNGUA PORTUGUESA
CESSÃO, SEÇÃO OU SESSÃO

Cessão é o ato de ceder.
Ex.:  O governador fez a cessão de um terreno aos sem-terra.

Seção é repartição.
Ex.: Você encontra isso na seção de roupas.

Sessão é a reunião de pessoas para um determinado fim.
Ex.: A primeira sessão de cinema começa às duas horas.



ATIVIDADES
I – Complete, empregando cessão, sessão ou seção:


1 – A cessão de direitos já foi entregue a nós.
2 – Hoje não haverá sessão de teatro.
3 – Na seção de eletrodomésticos você encontra o fogão.
4 – Houve uma sessão espírita naquela casa.
5 – Antes de morrer, fez a cessão de todos os seus bens.
6 – Em cada seção desta firma, há um chefe.
7 – Na Câmara dos Deputados, realizou-se uma importantíssima sessão para debates sobre projeto de lei referente à cessão de terrenos a empresários estrangeiros.



6ª AULA DE LÍNGUA PORTUGUESA

PORQUE, POR QUE, PORQUÊ, POR QUÊ

1 – Porque é empregado em frases declarativas, isto é, como conjunção coordenativa    explicativa ou conjunção subordinativa causal.
Ex.: Venha, porque sua mãe precisa de você. (conjunção coord. explicativa).
              Não compareci à reunião porque estava viajando. (conj. subordinativa causal).

Obs.: - Porque é conj. coord. explicativa quando, normalmente, aparece depois do verbo no imperativo.

2 – Por que é empregado:

a)     em frases interrogativas (advérbio interrogativo).
Ex.: Por que você está atrasado?

b)    em frases declarativas, no sentido de a razão pela qual, o motivo pelo qual.
Ex.: Não sabemos por que ela está aborrecida.

c)     no sentido de pelo(a) qual, pelos(as) quais.
Ex.: Esta foi a razão por que não estive presente.

3 – Por quê é empregado nos mesmos casos anteriores, mas no final das frases.
       Ex.: Você não saiu mais cedo.  Por quê?
               Ele foi demitido sem saber por quê.

4 – Porquê é empregado como conjunção substantiva (acompanhado de artigo) no sentido de   motivo.
      Ex.: Não sei o porquê da sua atitude.
             Vamos discutir os porquês destes problemas.


ATIVIDADES

I – Complete com porque, porquê, por que ou por quê.

1 – Se estão noivos, por que não se casam?
2 – Ele só falou porque havia clima para isso.
3 – Não fomos ao jogo porque choveu.
4 – O espetáculo foi interrompido por quê?
5 – Por que o espetáculo foi interrompido?
6 – O espetáculo foi interrompido porque um dos atores sentiu-se mal.
7 – Não sabemos por que o espetáculo foi interrompido.
8 – Ignora-se o porquê da interrupção do espetáculo.



7ª AULA DE LÍNGUA PORTUGUESA
MAS, MÁS ou MAIS

Mas é conjunção e significa porém, todavia.
Ex.: O rapaz é culto, mas pouco simpático.

Más é adjetivo e significa ruins.
Ex.: Não devemos andar com más companhias.

Mais pode ser advérbio e quer dizer aumento.
Ex.: Estuda mais e serás aprovado.

Mais pode ser substantivo e quer dizer o restante.
Ex.: Por hoje é só, o mais fica para amanhã.

Mais pode ser preposição e quer dizer em companhia de.
Ex.: Meu tio mais sua filha estão vindo para cá.


ATIVIDADES

I – Complete com mas, más ou mais:

01 – Elas são más companheiras de trabalho.
02 – Papai foi a livraria, mas não encontrou todos os livros.
03 – Leia mais e você escreverá melhor.
04 – Eu não acredito em más ideias.
05 – É mais fácil criticar do que fazer.
06 – Ela era bondosa, mas não demonstrava isso.
07 – O seu boletim apresentava notas boas e más.
08 – Os índios trouxeram más/mais notícias para nós.
09 – Mas minha filha, por que você não fez o trabalho?
10 – O mais dos dias, ele acorda muito tarde.
11 – Papai mais seu irmão pensa assim.
12 – A vida é dura, mas é maravilhosa.
13 – Suas más atitudes tornaram-no um homem sem amigos.
  

II – Crie algumas frases, utilizando mas, más e mais.

·        Ele é um aluno extrovertido, mas estuda com seriedade.
·        Quem anda em companhia de pessoas más, está propício a praticar o mal.
·        Você quer receber mais, quer um salário maior, então qualifique-se. Estude mais.



8ª AULA DE LÍNGUA PORTUGUESA

Para eu ou Para mim

* Usa-se para eu e não para mim com verbos no infinitivo (eu deve ser sujeito do verbo no   infinitivo).    Nos demais casos usa-se para mim.

Ex.:  Esse livro é para eu ler?
              Essas balas são para mim?


ATIVIDADES

I – Complete com eu ou mim:

01 – Tenho que ler bastante para eu escrever melhor.
02 – Para mim não há nenhum problema.
03 – Não há desentendimento entre mim e ti.
04 – Percebi que o plano era para eu desistir do jogo.
05 – Não vá sem mim ao cinema.
06 – Sem eu autorizar, ninguém deve entrar nesta sala.
07 – Já houve muitas discussões entre ti e mim.
08 – Para mim, aceitar esta condição é humilhante.
09 – Todos se voltaram contra mim naquela ocasião.
10 – Quanto a mim não faço objeções ao plano.
11 – Acho que eles estão olhando para mim.
12 – Todos aqueles trabalhos são para eu revisar.


Observação:

Os pronomes eu e tu do ponto de vista da gramática normativa do Português culto, não devem ser acompanhada de preposição.   Assim, deve-se escrever:

                        Entre mim e ti não há segredos.

                                      e não

                                  Entre eu e tu

Observe os exercícios 3, 5, 6, 7, 9 e 10 – casos em que a preposição rege os pronomes.

Preposições: - com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, sem, sob, sobre, para, a, até, após, perante, por, ante...
.
.
.

Conclusão

Conclusão Ao fim do trabalho, pode-se concluir que a pesquisa realizada ampliou o conhecimento a respeito dos pronomes e forneceu i...